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Thursday, March 8, 2012

Exposição “Os Morcegos e os seus segredos”


Exposição “Os Morcegos e os seus segredos”

Início:26.10.2011

Fim:17.02.2012

Local: PN Alvão

Entidade: ICNB e Laboratório de Ecologia Aplicada e CITAB da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Integrado no projecto "À descoberta do Alvão” e nas comemorações do Ano do Morcego 2011-12 o Parque Natural do Alvão vai ter patente no seu Centro de Informação e Interpretação de Vila Real uma exposição intitulada “Os Morcegos e os seus segredos” com inauguração no dia 26 de outubro e que se estenderá até 17 de fevereiro de 2012.

Abordando a temática dos únicos mamíferos voadores, está a exposição orientada para a questão das crenças e mitos que lhe estão associados, e partirá para uma aventura de descoberta da sua biologia e das espécies existentes em Portugal e em particular nesta área protegida. Terá associada igualmente o conjunto de medidas de proteção e conservação das espécies e não faltará a observação de exemplares bem como dos ultrasons por eles emitidos. Para os mais novos e população escolar estão também previstos jogos de sensibilização sobre os morcegos.

A iniciativa do ICNB conta com a colaboração do Laboratório de Ecologia Aplicada e CITAB da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Para marcação de visitas contatar pelo telefone 259.302830

Fonte: http://portal.icnb.pt

Wednesday, August 17, 2011

O Parque Natural do Tejo Internacional celebra o 11.º aniversário


O Parque Natural do Tejo Internacional celebra o 11.º aniversário no dia 18 de Agosto. O tema escolhido para celebrar o aniversário é o Turismo de Natureza Sustentável, com a apresentação das “Rotas Naturais no PNTI”, que decorre no Hotel Tryp Colina do Castelo, dia 18 de Agosto de 2011, com início previsto para as 15:30h.


A riqueza natural que alberga, destacando-se o conjunto das arribas do Tejo Internacional, com biótopos característicos das paisagens meridionais, caso das zonas de montado de sobro e de azinho e estepes cerealíferas bem como espécies da flora e da fauna de inegável interesse, são as principais razões para o reconhecimento do valor natural desta área, através da sua classificação como parque Natural do Tejo Internacional (Decreto-Regulamentar nº 9/2000, de 18 de Agosto).

Destacam-se, igualmente pelo elevado valor, as linhas de água com comunidades vegetais ripícolas associadas e, no domínio da avifauna, espécies estritamente protegidas por convenções internacionais.

Abrangendo uma superfície de 24.406 ha, que se sobrepõem em 79,43 % ao território classificado como Parque Natural do Tejo Internacional, a Zona de Protecção Especial do Tejo Internacional, Erges e Ponsul (criada pelo Decreto-Lei 384-B/99, de 23 de Setembro) integra a Rede Natura 2000.

Fonte: http://portal.icnb.pt/

Parabéns!!!







Monday, August 15, 2011

Ambientalistas apelam aos caçadores que não cacem durante a 2ª quinzena de Agosto



A Liga para a Protecção da Natureza defende que, apesar de o calendário venatório permitir o exercício da actividade nesta época, os praticantes devem abster-se de a realizar por ser uma altura em que muitas espécies estão ainda a criar, para salvaguardar o futuro a médio/longo-prazo destas populações e, consequentemente, da própria actividade cinegética.


O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento rural anunciou na semana passada a retirada do melro da lista de espécies cinegéticas cedendo às pressão dos ambientalistas e de inúmeros cidadãos que revelaram indignados com a abertura da caça a esta ave que faz parte da cultura portuguesa.

No entanto, as Organizações Não-Governamentais de Ambiente (ONGA), apesar de saudarem o anúncio do Secretário de Estado, alertaram para a existência de vários outros erros no calendário venatório que urge corrigir.

Um desses erros é a abertura da caça ainda em período de criação de diversas espécies de aves, algumas delas em declínio acentuado, como é o caso da rola-brava.

Perante o aproximar da data e não tendo sido anunciadas quaisquer alterações no calendário venatório relativas a este aspecto, a LPN – Liga para a Protecção da Natureza apela directamente aos caçadores, no sentido de, ainda que o possam fazer, absterem-se de caçar na 2ª quinzena de Agosto.

Os ambientalistas sustentam que “abdicar de caça nestes 15 dias é garantir a continuidade das espécies que ainda se encontram a criar, elevar os números para os anos cinegéticos seguintes e aumentar a qualidade do acto de caça”.

Adicionalmente, a LPN já enviou uma carta à Ministra a Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, pedindo a revogação da Portaria que estabelece o calendário venatório, que é válida também para as épocas de 2012/2013 e 2013/2014.

Por seu lado, a SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, que lançou a campanha “Eu vou dizer ao Governo que não quero que cacem os nossos melros” faz várias outras recomendações de alterações ao calendário venatório e à gestão da caça, nomeadamente, que se volte a fixar o calendário venatório anualmente, o que permite ter em conta as alterações anuais nas populações cinegéticas, que se proíba o uso de munições de chumbo em zonas húmidas para evitar o envenenamento de milhares de aves como patos, que não seja permitida a caça de patos em Agosto-Setembro, e que se removam da lista venatória espécies como a Rola-comum e o Estorninho-malhado, cujos efectivos populacionais têm vindo a diminuir de forma dramática.

Fontes: LPN - CI e SPEA – CI



Friday, July 15, 2011

Douro Intemporal, entre o Douro, o Côa e o Águeda

O território entre o Côa, o Águeda e o Douro Internacional corresponde a um contínuo de áreas protegidas, devido ao seu valor patrimonial. A região — fruto do contexto geográfico e histórico e do esforço recente das entidades que tutelam o património arqueológico e natural, do trabalho de investigadores dedicados à conservação da natureza e do património cultural, conjugados com a preocupação e interesse das autarquias e associações locais — conservou património arqueológico e natural cuja dimensão e relevância ditaram a criação do Parque Arqueológico do Vale do Côa, do Parque Natural do Douro Internacional, da Área Protegida Privada da Faia Brava (incluída na Zona de Protecção Especial do Vale do Côa) e, recentemente, de uma estrutura cultural de acolhimento, o Museu do Côa.


Este território remete-nos para perspectivas tão arcaicas quanto contemporâneas: paisagens amplas, conservadas, e a grande arte, paleolítica e ao ar livre. Património intemporal que nos convida a reflectir sobre sábias e complexas relações entre natureza e cultura: paisagens de liberdade onde as aves rupícolas habitam escarpas gravadas há mais de 25 000 anos por mestres do traço, comunidades do Paleolítico Superior que nos legaram auroques, cabras, cavalos...

É a arte da luz. As arribas destes vales permitem-nos contemplar fauna separada no tempo por 25 000 anos e a obra de artistas separados pelos mesmos 25 000 anos. A baixa densidade populacional, já milenar, e a recente produção de conhecimentos, criaram, afinal, um território notavelmente equilibrado.

O Parque Arqueológico e Museu do Côa, o Parque Natural do Douro Internacional, os Municípios de Figueira de Castelo Rodrigo, de Freixo de Espada à Cinta, de Pinhel e de Vila Nova de Foz Côa e a Associação Transumância e Natureza, convidam-no a viver este território.

Vá ao site http://portal.icnb.pt/ e consulte o Programa

As inscrições são limitadas.

Veja também o artigo em:
http://www.novaguarda.pt/noticia.asp?idEdicao=790&id=32384&idSeccao=13944&Action=noticia
E participe...

Friday, May 27, 2011

Hotel com energias renováveis abre em Oliveira de Azeméis


Em Oliveira de Azeméis abre ao público na próxima semana o hotel rural Vale do Rio, o primeiro do país a funcionar integralmente com energias renováveis, recorrendo para o efeito a uma central hídrica e uma caldeira de biomassa.


Rita Alves, diretora desta unidade de quatro estrelas situada nas margens do Rio Caima, em Palmaz, e garante que “podem existir outros hotéis com preocupações ambientais, mas este é o primeiro desta dimensão a funcionar apenas com energia verde – tem 30 quartos e, recorrendo a várias soluções técnicas, está apto a produzir mais energia do que aquela de que precisa”.

Ocupando uma área de 10.000 metros quadrados – em que, além do hotel com o spa Four Elements, se inclui o edifício da mini hídrica, restaurante, salão de eventos e uma vasta área arborizada –, o empreendimento custou seis milhões de euros e 20 por cento desse investimento foi aplicado em recursos energéticos.

André Alegria é um dos gerentes e revela em que equipamento se materializou a aposta: uma caldeira de biomassa alimentada a pellets e estilha, um “chiller” de absorção, uma hídrica ativada pelo caudal do rio, painéis solares, térmicos e fotovoltaicos e um motor a óleo vegetal.

“Concorremos à certificação energética A++, que é a atribuída a edifícios que, mais do que produzir energia, têm capacidade para vendê-la”, explicou.

Rita Alves garantiu que “todo o hotel foi pensado para vender sossego, não só por esta preocupação ambiental, empenhada na preservação da beleza deste parque, mas também a nível paisagístico, já que todos os quartos, sem exceção, têm vista para o rio”.

O empreendimento deverá ser “bastante procurado pela classe empresarial, porque se situa numa zona sossegada”, mas a diretora do hotel aponta como público-alvo o turista sénior e os grupos familiares, que saberão apreciar a “tranquilidade do local e o potencial da zona em termos de lazer”.

Para Hermínio Loureiro, presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, a exploração do hotel “integra-se na componente turística do projeto de preservação e requalificação das margens do Caima”, que se propõe valorizar 40 hectares de terreno em torno da unidade e transformá-los no Parque Natural Bento Carqueja.

“São bem evidentes as preocupações ambientais do projeto e vamos ter um rio Caima despoluído e atrativo, o que, na área económica, será potenciador de riqueza para o município”, disse.

Com uma suite presidencial e quatro alojamentos comunicantes entre os seus 30 quartos, o edifício principal inclui o spa com piscina interior e exterior, biblioteca e uma área de pequenos-almoços.

As restantes refeições são servidas no HC Restaurante, que, com um bar e um salão de eventos para 180 pessoas, presta homenagem à bicentenária Hídrica do Caima.

Restaurado, o edifício original da hídrica mantém a sua ligação ao canal que atravessa o jardim do hotel e pode apreciar-se em pleno funcionamento na zona contígua ao restaurante, devendo ser transformado num museu de energia vocacionado, sobretudo, para o público escolar.


Fonte: Diário Digital / Lusa

Sunday, March 27, 2011

eNature - Celebre o dia da árvore com a EDP

Escolha uma árvore, agite o telemóvel e veja-a crescer. Plantá-la é ainda mais divertido! Seja criativo e escolha um local original.

Desde 21 de março, dia da árvore, plante as árvores que quiser e partilhe-as com os seus amigos no Facebook.

Descarregue gratuitamente a aplicação eNature e comece a plantar.

Android link:

https://market.android.com/details?id=com.researchdesign.enature

Apple link:

http://itunes.apple.com/app/id425348791?mt=8

Depois do treino é só passar à vida real.

Fonte: http://www.eco.edp.pt/

Sunday, March 20, 2011

Lançamento oficial do Ano do Morcego e do site do Ano do Morcego (...e porque não?)


No dia 2 de Março, teve lugar na Lapa da Canada, em Nascentes do Alviela, a cerimónia de lançamento do Ano do Morcego, que contou com a presença do Secretário de Estado do Ambiente. Simultaneamente foi divulgado o site português do Ano do Morcego.

http://www.wix.com/anodomorcego/icnb


A actividade contou com uma visita a uma gruta onde já foram identificadas 12 espécies de morcegos e que alberga colónias de maternidade de várias espécies, sendo um dos abrigos subterrâneos mais importantes do país.
A Convenção de Bona e o EUROBATS declararam os anos de 2011 e 2012 como o Ano do Morcego. Esta campanha será dinamizada em Portugal pelo ICNB.


Estas comemorações têm um papel importante na divulgação da importância dos morcegos e dos desafios de conservação que enfrentam, de modo a melhorar a sua imagem e contribuir para a sua conservação e para a conservação dos habitats e ecossistemas de que dependem.

Existem mais de 1100 espécies de morcegos no mundo, totalizando cerca de um quinto de todos os mamíferos. Em Portugal são actualmente conhecidas 27 espécies de morcegos, que correspondem a mais de um terço das espécies de mamíferos que ocorrem no território. São todas protegidas e muitas delas ameaçadas de extinção.

Para além de legislação nacional os morcegos portugueses estão protegidos pela Directiva Habitats na União Europeia, pela Convenção de Berna do Conselho da Europa, e pela Convenção de Bona sobre as Espécies Migradoras. No âmbito da Convenção de Bona foi adoptado um Acordo orientado para a conservação das espécies de morcegos, que Portugal acompanha activamente: o EUROBATS – Acordo sobre a Conservação das Populações de Morcegos Europeus.



Fonte: www.portal.icnb.pt

CHECKLIST DA FLORA DE PORTUGAL (Continental, Açores e Madeira)


Foi concluída em Setembro de 2010 a Checklist da Flora de Portugal (Continente, Açores e Madeira). Trabalharam na sua revisão 18 autores sob a coordenação da Associação Lusitana de Fitossociologia (ALFA).


A Checklist da Flora de Portugal (Continental, Açores e Madeira) revê toda a flora vascular de Portugal com base em critérios taxonómicos e nomenclaturais, publicados em obras de referência, elencando um total de 3995 taxa dos quais 3314 ocorrem em Portugal continental, 1006 no arquipélago dos Açores e 1233 no arquipélago da Madeira.

Para além de inventariar a flora vascular de Portugal, esta lista contém ainda informações respeitantes à naturalidade e à protecção legal dos taxa.

Esta lista de referência da flora portuguesa é um contributo inestimável no processo de actualização do inventário da biodiversidade presente no território nacional, integrado no Sistema de Informação sobre o Património Natural (SIPNAT), constituindo um relevante instrumento de trabalho, e a base para a elaboração da Lista Vermelha da flora vascular.

A ALFA disponibiliza a Checklist da Flora de Portugal (Continental, Açores e Madeira) na sua página web, para onde podem ainda ser enviados comentários, sugestões ou correcções. Uma versão em pdf do documento também pode ser obtida após inscrição.

Página da ALFA: http://www3.uma.pt/alfa/checklist_flora_pt.html

Fonte: www.portal.icnb.pt

Wednesday, December 8, 2010

Energias Renováveis em Portugal - O Desafio.


No final do século XX, o aumento da poluição, o efeito de estufa e a previsível escassez petrolífera levaram a comunidade científica, em primeiro lugar, e depois os governos, a advogarem o uso de energias alternativas.


As energias alternativas, como a solar, a geotérmica, a eólica ou a hídrica, para além de serem ambientalmente favoráreis, são praticamente inesgotáveis. No entanto, os interesses financeiros de alguns grupos económicos, a falta de incentivos para Investigação e Desenvolvimento e a inexistência de tecnologias baratas que permitam a sua utilização em grande escala, levam a que a sua importância no panorama energético internacional seja ainda reduzida.

O problema energético europeu

A nível europeu, dados relativos ao ano 2000 apontam para uma dependência energética externa da UE em contínuo aumento. Actualmente, 50% das necessidades energéticas da UE são supridas por produtos importados, maioritariamente do Médio Oriente e da Rússia, e pensa-se que este número poderá aumentar. Esta fraqueza da UE tem tido consequências económico-financeiras evidentes, por exemplo, aquando do forte aumento dos preços do petróleo, em finais do ano 2000.

Em Portugal, os números não são muito diferentes, com o nosso País muito dependente do exterior para o fornecimento de energia. Assim, as importações líquidas de energia têm vindo a aumentar, de 15 501 000 tep em 1990, para 24 118 091 tep em 2000. Registe-se que, em 2000, a produção doméstica nacional foi de 2 426 909 tep, cerca de 10% do total importado. Adicionalmente, o consumidor português ‘gasta’ cada vez mais energia; assim, se em 1990 um português consumia 1,66 tep de energia primária, em 1999 este valor era de 2,35 tep. Outro dado importante é que o nosso país continua a aumentar a sua intensidade energética (consumo de energia por unidade de PIB), contrariamente ao que acontece nos restantes países UE, o que significa que, em média, por cada unidade de PIB produzida em Portugal, gastamos mais energia que os restantes membros da UE.

Energias renováveis: parte da solução

Dada a inexistência de fontes petrolíferas nacionais ou europeias em larga escala, a dependência energética externa, a forte poluição atmosférica provocada pelo uso massivo de combustíveis petrolíferos e, também, os compromissos assumidos no âmbito do Protocolo de Quioto de diminuição da libertação de gases com efeito de estufa (GEE), uma das soluções para o problema passa, inevitavelmente, pelas energias renováveis (ER). Tal como foi referido, estas têm a vantagem de serem inesgotáveis e pouco agressivas para o meio ambiente.

De entre os inúmeros exemplos de ER, iremos ver com mais atenção a biomassa, em particular a biomassa florestal. Por biomassa adoptamos a definição constante da Directiva 2001/77/EC, de 27 de Setembro de 2001, isto é, “a fracção biodegradável de produtos e resíduos da agricultura (incluindo substâncias vegetais e animais), da floresta e das indústrias conexas, bem como a fracção biodegradável dos resíduos industriais e urbanos.”

Biomassa florestal

A biomassa florestal, usualmente associada aos países em vias de desenvolvimento (PVD), têm vindo a ser crescentemente utilizada nos países desenvolvidos (PV). Enquanto que nos PVD, a biomassa representa 90% da oferta energética, nos países da UE representa apenas 3%, com grandes variações de país para país. Com os apoios europeus às ER, prevê-se que possa atingir os 8,5%.

O cumprimento do Protocolo de Quioto

Caso as metas definidas no Protocolo de Quioto sejam realmente para cumprir, pelos países signatários, as suas escolhas energéticas terão necessariamente que mudar.

No caso português, a meta definida para 2008-2010, de não aumentar a emissão de GEE em mais de 27% relativamente aos valores de 1990, foi ultrapassada em 2000, com 31% de emissões. Na prática, o nosso país já gastou o crédito de emissões e terá agora que fazer um esforço suplementar para reduzi-las em, pelo menos, 4%. Estes objectivos só poderão ser atingidas combatendo os principais responsáveis pela emissão: o sector dos transportes e da oferta de energia.

Como pode a biomassa regular as emissões de CO2 atmosférico?


Contrariamente à energia produzida pelas centrais eléctricas a carvão, na combustão de biocombustíveis a quantidade de CO2 libertada equivale à quantidade retirada do ar durante o crescimento da biomassa nos anos anteriores, motivo pelo qual se considera como neutra para o ambiente a queima de biomassa.

Também a constituição de povoamentos com espécies arbóreas de rápido crescimento e curta rotação, explorados com o fim de produção de energia ou da sequestração de carbono, poderiam contribuir para esta meta. No entanto, levantam-se problemas ecológicos e ambientais a esta prática.

Os usos ancestrais dos resíduos da floresta

As transformações da sociedade portuguesa das últimas décadas, nomeadamente a diminuição da população rural, o abandono de práticas agrícolas e dos campos, levaram à desvalorização económica dos resíduos da floresta, encarados agora como lixo e abandonados na floresta. A lenha que outrora se recolhia nos baldios para o aquecimento e confecção das refeições foi substituída pela electricidade e pelo gás, a cama dos animas feita com matos foi abandonada, os fertilizantes orgânicos substituíram os matos e o estrume e os homens e mulheres que roçavam o mato vieram para a cidade.


A produção de energia eléctrica a partir da biomassa

A presença de matos e de outros resíduos da exploração florestal nas matas e povoamentos nacionais contribuem para o elevado número de incêndios que, anualmente, consomem mais de 100 mil hectares.

A biomassa florestal existente pode ser transformada, pelas diferentes tecnologias de conversão, em energia térmica e eléctrica, trazendo importantes benefícios sociais, económicos e ambientais. Uma contabilização dos resíduos florestais existentes nos povoamentos nacionais aponta para um potencial energético de 44,55 PetaJoule por ano, o equivalente a 1 238 milhões de litros de petróleo.

No nosso País existem duas centrais termoeléctricas que permitem o uso dos resíduos florestais para produção de energia eléctrica. Uma das centrais localiza-se em Mortágua (Central de Mortágua) e a outra em Vila Velha de Ródão (Centroliva, SA). A Centroliva tem menor dimensão, com uma capacidade instalada de 3 MW e um consumo diário de cerca de 120 toneladas de biomassa.


A central de Mortágua representou um investimento de 25 milhões de euros, em 1999. Com este investimento esperava-se a produção de 63 GWh de energia eléctrica, para fornecimento directo à rede eléctrica nacional. Dados relativos ao ano 2001 apontam, no entanto, para uma produção muito aquém da esperada. Espera-se para breve um relatório do "Grupo de trabalho sobre biomassa florestal" do INETI sobre a actividade da central, para se perceberem as fragilidades do projecto, de forma a corrigir futuros investimentos.

Condicionantes ao uso da biomassa florestal

1. Um dos problemas na difusão e maior aproveitamento dos resíduos florestais é a sua baixa densidade que, ao encarecer o transporte, implica que o mesmo só se faça de forma rentável para pequenas distâncias. Terão que ser equacionadas práticas de compactação ou estilhaçamento no local de recolha do material vegetal, de modo a rentabilizar economicamente o transporte e evitar um acréscimo da circulação rodoviário;

2. Grande parte dos produtores de resíduos florestais não se encontra sensibilizada para a sua utilização energética; será necessária uma maior divulgação e incentivos para fomentar esta prática;

3. É importante aumentar a divulgação da reutilização de resíduos madeireiros em processos fabris;

4. O aproveitamento da biomassa florestal requer cuidados especiais, de modo a que a vegetação que permaneça no local consiga assegurar a protecção dos solos e a manutenção dos habitats;

5. Falta de um levantamento nacional para identificação do potencial de utilização de biomassa, o que condiciona possíveis investimentos financeiros nesta matéria.

O desafio português

A problemática energia/ambiente e as orientações legislativas da UE levaram o governo português a publicar, em Setembro de 2001, o programa E4 “Eficiência Energética e Energias Endógenas”. Este Programa envolve um conjunto de medidas com o objectivo de, pela promoção da eficiência energética e da valorização das energias endógenas, contribuir para a melhoria da competitividade da economia nacional e para a modernização da sociedade portuguesa, salvaguardando simultaneamente a qualidade de vida das gerações vindouras, pela redução de emissões atmosféricas. Uma das medidas mais ambiciosas do E4 é a meta imposta de, num horizonte de 10 a 15 anos, 39% da energia eléctrica nacional ser assegurada por energias renováveis. Relativamente à biomassa, espera-se que os investimentos, até 2010, atinjam os 160 milhões de euros. Outras medidas importantes são a promoção das fontes de energia emergentes, como a biomassa, os incentivos fiscais à utilização de energias endógenas e os apoios financeiros, via Programa Operacional da Economia.

Fontes:
www.naturlink.sapo.pt
http://www.energiasrenovaveis.com/

Thursday, November 11, 2010

Novo livro sobre as Energias Renováveis


O Atelier Nunes e Pã editou e produziu um novo livro sobre as Energias Renováveis, projecto já galardoado pelo REDDOT DESIGN AWARD 2010.


O livro é uma publicação que pretende responder às mais diversas questões sobre todas as áreas das Energias Renováveis, com uma linguagem clara e concisa, usando imagens, infografia, esquemas e gráficos no complemento da informação.

Esta publicação foi pensada essencialmente para o público Português, mas encontra-se também traduzida para inglês. O livro foi desenvolvido em parceria com as mais diversas personalidades, de instituições públicas e privadas que mais se destacam na área das Energias Renováveis em Portugal, nas mais de 300 páginas que compõem o livro.

Mais informação em:
Atelier Nunes e Pã

Wednesday, October 20, 2010

Conferência Novas Energias, Melhor Economia no Técnico


Irá realizar-se no próximo dia 21 de Outubro, pelas 14h30, no Salão Nobre do IST, a Conferência "Novas Energias. Melhor Economia" organizada pelo Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento.


Na Conferência estará presente o Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, José Vieira da Silva, assim como o Presidente Executivo da Agência Internacional de Energia, Nobuo Tanaka.

Local: Salão Nobre, Instituto Superior Técnico – Campus Alameda

Hora: 14:30
Contacto: GCRP

Fonte: www.ist.utl.pt

Tuesday, October 12, 2010

Experiência de Portugal nas renováveis deve ser aproveitada pelo Reino Unido


Esta ideia foi defendida pela jornalista Syma Tariq num artigo publicado hoje no "The Guardian".


"Claro que a indústria energética em Portugal beneficia de um clima favorável. Mas mesmo que o tempo esteja mau durante a maior parte do ano, o Reino Unido também tem condições favoráveis. Tem dez vezes mais costa do que Portugal e beneficia de muito vento durante todo o ano", escreve Syma Tariq.

Assim, se "Portugal pode aumentar a dependência de electricidade verde de 17% para 45% em apenas cinco anos, os nossos líderes têm poucas desculpas para os nossos meros 3%".

A jornalista reconhece que as "energias renováveis são caras" mas acrescenta que "à medida que os custos com o investimento diminuem, e dado que as energias verdes têm poucos custos de manutenção, os preços deverão estabilizar ou até cair".

Syma Tariq defende que o Reino Unido devia aprender com a experiência portuguesa e destaca as medidas tomadas pelo governo português para incentivar o investimento em energias verdes.


"Há dez anos as linhas de transmissão eram detidas por empresas privadas que não tinham interesse em investir em energias renováveis devido aos custos envolvidos. Para contornar esta situação, o governo comprou estas linhas e começou a adaptar a rede, incluindo maior flexibilidade e melhores ligações em áreas remotas que permitem a produção e distribuição de energia a partir de pequenos geradores, como painéis solares domésticos. O governo concedeu ainda uma boa combinação de incentivos", destaca a jornalista.

Syma Tariq alerta que devido à queda da produção no Mar do Norte e ao aumento dos custos do uso do carvão, o Reino Unido pode tornar-se o maior importador de petróleo e gás em 2015. "Já Portugal que não tem combustíveis fósseis próprios, está a aproveitar os seus recursos naturais para produzir a sua própria energia limpa, segura e controlada internamente", destaca Tariq.

Fonte: Jornal de Negócios

Sunday, August 29, 2010

Mais de 92 por cento dos parques eólicos propostos foram aprovados nos últimos cinco anos em Portugal

Portugal é um caso de sucesso a aproveitar a energia Eólica

O Ministério do Ambiente aprovou, nos últimos cinco anos, a quase totalidade dos projectos apresentados por empresas para construção de parques eólicos em Portugal, o que se traduzirá em 2409 megawatts de potência produzida através de energia renovável.

“Nos últimos cinco anos o Ministério do Ambiente aprovou mais de 92 por cento [92,39 por cento] dos parques eólicos que foram objecto de Avaliação de Impacte Ambiental”, declarou a ministra Dulce Pássaro esta segunda-feira, dia em que foi emitida a Declaração de Impacte Ambiental para o parque eólico do Guardão, em Tondela.


Dulce Pássaro sublinhou que “o sector das eólicas é uma aposta que veio para ficar”, não só pelos seus benefícios ambientais, mas também como contributo para “a economia nacional, que neste momento está a exportar energia, bem como aerogeradores e torres produzidos em Portugal”.

Só este ano, foram aprovados nove parques eólicos, mas o maior impulso foi dado entre 2007 e 2008, com a aprovação de 17 e 18 parques eólicos, respectivamente.

“Portugal vai continuar a apostar nas energias renováveis como forma de continuar a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e os gastos com a importação de petróleo”, garantiu a Ministra.

Monday, August 9, 2010

International Green Summit to be Held in Portugal

Portugal is turning to wind, wave and solar power to reduce its huge dependence on oil imports and meet its international commitments to reduce carbon dioxide emissions. (Photo: Nicolas Asfouri / AFP-Getty Images)



The International Green Summit (I.G.S.) will hold its first annual conference and expo in Moura, Portugal from Nov. 9 - 14. The Portuguese government has expressed full support for this event in their efforts to be environmentally sustainable. The opening reception will take place at Castle of Moura on the evening on Nov. 9, with an exposition and diverse cultural events followed by a gala dinner.


The summit will connect activists, advocates, organizations, policy makers, practitioners, innovators, businesses and green leaders from around the world to promote a healthy sustainable planet that benefits all. The goal of I.G.S. is to quicken the adoption of green, clean and sustainable business practices, technologies and solutions.

The endeavor is to increase global public awareness on the reduction of global warming and sustainable use of resources by promoting the best renewable and reusable practices, technologies and policies in an international platform. I.G.S. is going to be the first summit that will bring together the 150 largest companies in the world that produce green products, services, standards or are working on sustainable processes.
The global event will consist of live webcast of the conference and summit, as well as simulcast on cable and satellite networks around the world. There will also be a documentary filmed at and about the event, with all programming being archived for video on demand. The I.G.S. conference and expo will be a fusion of Internet, film, television, radio, social networking systems and innovative media forms, broadcasting internationally and carried out through these channels after the event.


Additionally, the event will bring together scientists, politicians, thought leaders, companies, artists, organizations and people interested in learning and exhibiting how fellow human beings will come together to make educated choices in lifestyle changes.

I.G.S. will also hold a green venture capital conference in Moura during the last weekend of August, where a fund will be established to support environmental projects and the participation of companies and organizations in the I.G.S. conference.

During the main event, handouts from sessions will be available on CD-ROM and online instead of paper, and traditional materials such as conference badges and event programs, will be printed on recycled paper. The goal to be achieved is a 'carbon zero' conference.

According to Michael Padurano, CEO of I.G.S., "A shift to a clean, green economy can improve the health and well-being of the whole planet population. Such a shift can also create and expand entrepreneurial, wealth-building opportunities for workers worldwide and encourage new avenues of economic advancement." Michael's philosophy of "Awareness creates Knowledge, Knowledge creates Change," is aimed at educating local populations to influence the political processes to create an earth friendly eco-system.

Moura, Portugal is becoming increasingly well-known for its alternative energy initiatives. The latest is the Sunflower project, which also involves communities in seven other European Union countries; the aim is to transform communities into a "Zero Carbon Community." The IEE seeks to convert the communities into areas free of carbon dioxide (CO2) emissions, where only renewable energies are used. Portugal has one of the largest solar energy facilities in the world, powering 8,000 homes, and saving more than 30,000 tons a year in greenhouse gas emissions.

The world's first commercial wave energy project is also in Portugal, ashore at Agucadoura, which began delivering wave-generated energy to Portugal in 2006. This lucrative energy source brings 2.25 megawatts and powers 1,500 homes through the national state run electricity grid system. The Aguçadoura wave farm constitutes both the world's first, multi-unit, wave farm and also the first commercial order for wave energy converters.

The International Green Summit Web site is at http://www.igsonline2009.com/