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Thursday, March 8, 2012

Energia - Quem não precisa dela?



Energia, é certamente uma das mais importantes palavras-chave da Humanidade e do ambiente planetário. Dos combustíveis fósseis às diferentes formas de energia alternativa, existe um mundo de possibilidades, de interrogações e de pesquisa.


O conceito de Energia é bastante lato e abrangente, mas pode definir-se como a capacidade de produzir trabalho.


Todas as formas de vida consomem e produzem energia, mas as principais fontes de energia não são os seres vivos. Melhor dizendo, a energia, tal como a matéria, não se produz nem se consome, mas sim transforma-se.

O Homem não é excepção e hoje em dia, mais do que nunca, consome (transforma) em quase todas as suas actividades enormes quantidades de energia. Desde a revolução industrial e do grande aumento demográfico que a acompanhou, que as carências energéticas da humanidade têm vindo a aumentar drasticamente. No entanto, o empenho do Homem em transformar formas de energia natural, como o vento ou o movimento das águas de um rio, em trabalho, remonta naturalmente muito mais atrás.

Actualmente, as necessidades energéticas da humanidade são fundamentalmente satisfeitas a partir dos chamados combustíveis fósseis, como o Carvão, o Petróleo, ou o Gás Natural. Em regra, esses recursos são transformados por via da combustão noutras formas de energia, como a eléctrica, ou a mecânica. O problema destes recursos é que não só da sua combustão resultam sub-produtos altamente tóxicos e poluentes, como as suas disponibilidades são altamente limitadas, estando previsto para breve o seu esgotamento.

Não é preciso ser muito criativo para conceber formas de energia que não sofram destes problemas. Basta olharmos para o exemplo dos nossos antepassados que tão bem souberam aproveitar a energia eólica (do vento), ou da água para fazer mover as mós dos moinhos que transformavam o grão dos diferentes cereais em farinha. Com a tecnologia e os conhecimentos de que dispomos actualmente, podemos não só aproveitar estes recursos com muito maior eficiência, como podemos ainda aproveitar muitos outros, como a energia solar ou das ondas do mar.

Com efeito as fontes de energia são muito numerosas, podendo ir, desde tudo o que se move, como a água dos rios e do mar ou o vento, passando por todos os combustíveis, fósseis ou vegetais, pela energia gasotérmica (elevadas temperaturas no subsolo), até à energia solar e à energia nuclear. Lamentavelmente, em termos práticos, todas estas hipóteses se revestem de aspectos positivos e negativos.

Os combustíveis vegetais, como a lenha das árvores foram durante séculos uma das fontes de energia mais utilizadas, e ainda hoje em alguns países do dito terceiro mundo continuam a ser. Infelizmente, o aumento no consumo de energia conduziu inevitavelmente ao derrube de florestas e ao alargamento de desertos.

As chamadas energias renováveis ou alternativas, como a eólica, a hidroeléctrica, a das ondas ou a solar, dependem em grande parte de factores atmosféricos, e o seu aproveitamento só se adequa a zonas muito particulares do globo.

A sua eficiência depende das condições naturais, que por sua vez não coincidem frequentemente com as exigências energéticas. Um bom exemplo disso mesmo é o caso da energia solar. Durante o Inverno, quando necessitamos de mais energia para nos aquecermos ou para iluminarmos a casa durante mais horas, é que nos falta o Sol para produzir a dita energia. A resposta para esse problema pode parecer óbvia: produza-se e armazene-se. Mas esse é justamente um problema talvez ainda mais difícil de resolver do que a própria produção. Essa, tem sido de resto a grande valia dos combustíveis fosseis. Eles estão no subsolo "à espera" de ser retirados ao ritmo que mais convier.

Embora não poluentes, as energias alternativas não estão isentas de impactos negativos na natureza. É obvio que um complexo hidroeléctrico de grande dimensão ou um parque eólico comprometem seriamente o ambiente das zonas onde estão implantados, tanto mais que para igualar a produção de uma central eléctrica média são necessários aproximadamente 1000 geradores eólicos ou 5Km2 de painéis solares. Por outro lado, algumas formas de captação de energia podem não só não ser economicamente viáveis, como mesmo energeticamente o balanço pode ser negativo. Vejamos um exemplo: em teoria é possível aproveitar a energia das correntes oceânicas, mas na prática, a energia necessária para construir, colocar e manter uma turbina para o efeito, poderia exceder aquela que dali adviria.

Por seu turno, a energia nuclear parece ser aquela cujo saldo matéria prima versus energia obtida parece ser o mais favorável. Com apenas um quilo de urânio 235 pode-se obter a energia correspondente a três mil toneladas de carvão. De resto, os excedentes de uma central nuclear ainda que perigosos parecem justificados face a uma tal eficácia na produção de energia. O problema reside então no risco de um acidente que fure os mais apertados sistemas de segurança e que pode implicar uma catástrofe de proporções inigualáveis por qualquer outro processo de obtenção de energia (veja-se o caso de Chernobil). Face a este cenário, numerosos investigadores têm procurado processos de aproveitar a energia atómica sem os riscos da tecnologia de que actualmente dispomos.

Neste contexto, parece que no futuro a solução para o problema da energia, terá que passar não só pela exploração de um método perfeito, mas sim da procura de um equilíbrio entre os diferentes métodos aplicados a diferentes realidades. Ainda mais importante que procurar novas formas de obter energia, de a aproveitar ou armazenar, é sem dúvida conseguir reduzir os seus gastos. É importante que nos lembremos que sempre que saímos de casa, um autocarro é, energeticamente, seis vezes mais eficiente que o automóvel e que o comboio é três vezes mais eficiente que o autocarro, e que obviamente andar a pé ou de bicicleta é muitas vezes mais eficiente que o comboio.

Fonte: http://naturlink.sapo.pt

Monday, January 2, 2012

Poderão o sol e o vento ser a maior fonte de energia do mundo?

A pesquisa e o desenvolvimento contínuo de uma energia alternativa poderão levar em breve a uma nova era na história do Homem, em que duas fontes renováveis que são o sol e o vento poderão tornar-se os maiores fornecedores de energia na terra. Estas foram as palavras de um laureado com um Nobel durante o Simpósio Especial do 240º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química.


Walter Kohn, doutorado (Universidade de Califórnia, Santa Barbara), que em 1998 partilhou o Prémio Nobel de Química, fez notar que a produção total de petróleo e gás natural, que hoje corresponde a cerca de 60% do consumo global de energia, deverá alcançar o seu pico daqui a 10 a 30 anos, seguido de uma queda vertiginosa.

"Estas tendências geraram dois desafios globais sem precedentes ", afirmou. "Um destes é a ameaça de uma falha global de energia aceitável. O outro é o perigo de aquecimento global, inaceitável e iminente, assim como as suas consequências."

Kohn referiu que tais desafios necessitam de uma variedade de respostas. "A mais óbvia será continuar o progresso científico e técnico para o fornecimento de energias alternativas em quantidade e a preços baixos, que sejam seguras, limpas e sem carbono”.

Constatou ainda que os desafios são de natureza global e como tal, o trabalho técnico e científico deverá beneficiar da máxima cooperação a nível internacional, o que felizmente está a começar a acontecer.

Na última década, a produção global de energia fotovoltaica aumentou por um factor de cerca de 90 e a energia eólica por um factor de cerca de 10. Estima que estas duas energias, na verdade infindáveis, terão um aumento robusto na próxima década e no futuro, levando a uma nova era, a era SOL/VENTO na história do Homem, em que a energia solar e eólica se tornarão nas fontes de energia principais no nosso planeta.

Kohn referiu que um outro assunto de importância, cuja incumbência cairá principalmente nos países desenvolvidos, cujas populações estão mais ou menos niveladas, é a redução do consumo de energia per capita.

"Um exemplo flagrante é o consumo per capita de gasolina nos EUA, que é cerca de 5 vezes mais elevado do que a média global” afirmou. "É compreensível que os países menos desenvolvidos queiram aumentar o nível de vida até níveis semelhantes aos dos países desenvolvidos, mas em troca devem estabilizar as suas populações em crescimento."

Kohn fez notar que estava impressionado com os alunos no seu campus que tinham utilizados os seus fundos colectivos para alimentar um edifício desportivo totalmente a energia solar. Comentou que "quando toca em mostrar dinamismo dos jovens na área da conservação de energia e eficiência energética e aquecimento global, eles são fantásticos. Este é um grande compromisso social para os tempos em que vivemos."

Fonte: www.eneop.pt

Wednesday, August 17, 2011

25 Dicas para uma casa mais sustentável



Comprar, construir ou arrendar uma casa é uma decisão que envolve muitas e importantes questões. Se pretende mudar de casa, eis a altura certa para olhar para o futuro espaço de forma mais sustentável. A Quercus vai tentar ajuda-lo nesta decisão, de forma a torná-la social, económica e ambientalmente equilibrada. Apresentando 25 sugestões, vamos tentar contribuir para que a sua decisão seja o mais próxima dos seus padrões de conforto, “poupando na sua carteira” ao mesmo tempo que “poupa no ambiente”!

1. A localização de um edifício é muito importante no que respeita às necessidades térmicas do espaço interior. Estas necessidades estão contempladas no Regulamento de Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE), onde se apresentam estratégias que contribuem significativamente para a melhoria do desempenho térmico dos edifícios. Procure aconselhamento especializado para verificar se a casa que vai habitar cumpre este Regulamento tanto para a situação de Verão como para a situação de Inverno.

2. Prefira um local arejado com pouco trânsito automóvel, o que se traduz em menos poluição e, bem servido de transportes públicos, para que os possa usar em alternativa. Se lhe for possível habitar próximo do seu local de trabalho, desloque-se a pé. Far-lhe-á bem à saúde e contribuirá para um ambiente mais saudável.

3. O Sol é a nossa maior fonte de energia. Tire disso o melhor proveito escolhendo uma casa maioritariamente orientada a Sul de molde a minimizar consideravelmente as necessidades de aquecimento durante a estação de Inverno. A radiação solar incide nas janelas de vidro e aquece de forma natural o espaço interior.

4. Durante a estação de Verão, há que impedir o sol de incidir nas janelas voltadas a Sul, verifique se as janelas possuem uma protecção pelo lado exterior: uma pala, persiana ou até vegetação (de folha caduca no Inverno).


5. Se a casa que vai habitar tiver janelas orientadas a nascente (Este) ou poente (Oeste) necessita obrigatoriamente de persianas exteriores, pois é nestas orientações que o sol incide mais horizontalmente. É imperativo, durante a situação de Verão, correr estas persianas, protegendo o vidro, pela manhã a Nascente e ao final da tarde a Poente.

6. O lado Norte da casa deve ser reservado a W.C.s, arrumos, ou outras divisões que necessitem de poucas aberturas (ou mesmo nenhuma) para o exterior. É nesta orientação que se originam grandes perdas térmicas através do vidro durante a estação fria. Se for impossível a escolha de uma casa sem divisões orientadas a Norte, então tenha sempre presente esta questão.

7. As fachadas envidraçadas originam grandes ganhos térmicos na estação quente e perdas térmicas muito consideráveis durante a estação fria, o que implica sistemas de climatização adicionais para corrigir este efeito. A área de envidraçado de uma divisão não deve ultrapassar 15% da área de pavimento dessa divisão.

8. Devemos também tirar partido do sol no que respeita a iluminação. Prefira divisões iluminadas naturalmente para minimizar a necessidade de iluminação artificial. Existem no mercado equipamentos de transporte de luz natural para divisões não iluminadas. Este “transformador de luz natural” canaliza a luz do exterior para o interior.

9. Sempre que necessária a iluminação artificial, opte por lâmpadas de baixo consumo e por iluminação localizada (só apenas onde é de facto necessária). Esta iluminação deverá ser provida de dispositivos para regulação do ambiente luminoso.

10. Se a casa que vai habitar ainda não possui equipamentos electrodomésticos, prefira, sempre que possível, os de Classe A, mais eficientes no que respeita ao consumo de energia e ao contrário do que se pensa não são necessariamente mais caros.

11. A localização e orientação solar, bem como a construção do edifício, é determinante para se ter uma casa confortável, do ponto de vista térmico. Verifique na Ficha Técnica da Habitação (FTH) como são as paredes exteriores do edifício. Deverá optar por soluções de parede dupla com isolamento ou parede simples com isolamento pelo exterior da parede.

12. O isolamento térmico adequado é determinante para evitar perdas de calor no Inverno ou ganhos de calor no Verão, mantendo assim uma temperatura constante no interior de sua casa. Prefira um material de isolamento com um baixo índice de condutibilidade térmica (U-value), mas com baixo teor de energia incorporada (energia consumida desde a extracção da matéria prima até ao produto final).

13. Verifique as caixilharias e o vidro. Aquelas com corte térmico (são fabricadas de forma a promover uma redução da transmissão térmica entre 40% a 60%) e vidro duplo são as mais indicadas do ponto de vista de conservação de energia. No entanto, deverá optar por caixilharias com grelhas de ventilação, para facilitar a renovação do ar.

14. Dê especial importância aos materiais utilizados, preferindo os de baixo impacte ambiental, não só na sua produção, mas também ao longo da sua vida útil. Informe-se sobre o poder de reutilização ou reciclagem dos materiais utilizados na sua casa.

15. É importante escolher materiais homologados e/ou com marcação CE e, nos casos mais importantes, solicitar os certificados de conformidade de acordo com as especificações aplicáveis, emitidos por entidades idóneas e acreditadas, seguindo as instruções dos fabricantes para a aplicação dos mesmos.

16. Verifique se a cobertura do edifício (terraço ou telhado), está adequadamente isolada (poderá fazê-lo através da FTH). Prefira um isolamento imputrescível e resistente à água, preferencialmente colocado sobre a laje e sobre a camada de impermeabilização.

17. Se o pavimento de sua casa estiver em contacto com o solo, opte por isolantes térmicos imputrescíveis e resistentes à água, ou pavimentos com caixa-de-ar e devidamente impermeabilizados para evitar perdas térmicas ou outras patologias associadas através do solo (estas soluções construtivas devem vir explicadas na FTH)

18. A renovação do ar interior é muito importante para que se mantenham as condições de salubridade interior nos edifícios. Uma casa insuficientemente ventilada poderá gerar humidade através dos vapores que se formam, afectando o conforto ou mesmo a saúde dos habitantes. Verifique se as caixilharias possuem dispositivos que permitem a ventilação.

19. As cores utilizadas nas fachadas e coberturas também influenciam o conforto térmico. Seja selectivo na escolha da cor de sua casa, considerando que, as cores claras não absorvem tanto o calor como as cores mais escuras (enquanto uma fachada branca pode absorver só 25% do calor do sol, a mesma fachada, pintada com cor preta, pode absorver o calor do sol em 90%).

20. Se a casa que pensa habitar está provida de equipamentos que funcionam à base de energia renovável, tanto melhor! Se vai construir é altura de os aplicar. De entre os vários existentes no mercado destacam-se:

Colectores solares térmicos

Estes equipamentos captam a energia do Sol e transformam-na em calor, permitindo poupar até 70% da energia necessária para o aquecimento de água. O RCCTE diz que todos os edifícios novos com condições de exposição solar adequada serão obrigados a ter, sempre que seja tecnicamente viável.

Painéis solares fotovoltaicos

Estes painéis constituem uma das mais promissoras formas de aproveitamento de energia solar. Por meio do efeito fotovoltaico, a energia contida na luz do Sol é convertida em energia eléctrica. Estes sistemas podem ser utilizados em locais isolados, sem rede eléctrica, ou como sistemas ligados à rede.

Bombas de calor geotérmicas

São sistemas que aproveitam o calor do interior da Terra para o aquecimento do ambiente. Actuam como máquinas de transferência de calor. No Inverno, absorvem o calor da Terra e levam-no para sua casa. No Verão, funcionam como ar condicionado, retirando o calor de sua casa para arrefece-lo, no solo.

Mini-turbinas eólicas

A energia do vento acciona estes sistemas para fornecer electricidade a uma micro-escala. Embora as micro-turbinas eólicas mais comuns sejam colocadas no terreno, existem umas de pequena dimensão que podem ser colocadas no topo das habitações. Podem significar uma redução do consumo de electricidade de 50% a 90%.

Sistemas de aquecimento a biomassa

A biomassa pressupõe o aproveitamento da matéria orgânica (resíduos provenientes da limpeza das florestas, da agricultura e dos combustíveis resultantes da sua transformação). Em casa, este tipo de matéria pode ser utilizada, por exemplo, em sistemas de aquecimento, representando importantes vantagens económicas e ambientais.

21. Existem no mercado torneiras de regulação do fluxo de água, que permitem reduzir o caudal estimulando a poupança deste recurso. Se a casa que vai habitar não possui estas torneiras, existem peças acessórias redutoras de caudal.

22. Verifique se os autoclismos são providos de dispositivos de dupla descarga que induzem poupança de água. (Poderá ainda colocar quando possível, uma ou duas garrafas de água com areia no interior, dentro do depósito do seu autoclismo. Isso significa poupar até 3 litros de água por descarga).

23. Se vai construir a sua casa e tem terreno disponível, tem a possibilidade de a equipar com mini estações de tratamento de água ou mini cisternas de armazenamento de águas pluviais, para posteriores utilizações em descargas não potáveis (como regas de jardim, autoclismos ou lavagem de automóveis).

24. No caso de vir a habitar um edifício de vários condóminos, verifique se no prédio existe espaço destinado a contentores adequados à separação de resíduos domésticos.

25. Dentro de sua própria casa opte sempre por um depósito de resíduos domésticos com pelo menos três divisões para estimular a separação destes resíduos.

Para terminar, se tiver oportunidade de reabilitar em vez de construir de novo, e se essa opção for economicamente viável, está desde logo a ter uma atitude mais sustentável. Reabilitar um edifício existente possibilita a diminuição dos impactes resultantes da energia associada à produção de um novo e da extracção das respectivas matérias-primas, para além de contrariar a tendência do crescimento urbano excessivo e a ocupação e impermeabilização de novas áreas de solo importantes para a conservação dos valores e equilíbrios naturais e para as várias actividades humanas!

Fonte: www.quercus.pt







Tuesday, July 12, 2011

Pesquisa viabilizaria painéis solares maiores e mais baratos


Cientistas australianos criaram células fotoelétricas tão pequenas que podem ser misturadas na tinta, de modo que poderão ser usadas para construir painéis solares coloridos a um custo mais acessível e em uma tamanho maior que o tradicional, informou nesta quinta-feira a emissora ABC.


O pesquisador Brandon McDonald, da Universidade de Melbourne, com a ajuda da Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO), explicou que a mistura "pode ser aplicada em uma superfície como vidro, plástico e metais" e dessa forma "se integra no edifício".

"Portanto agora é possível imaginar janelas solares ou sua integração dentro dos materiais do telhado", apontou o cientista. Este sistema necessita só de 1% dos materiais que se utilizam normalmente para fabricar os painéis solares tradicionais.

McDonald indicou que atualmente a energia solar é mais cara que a produzida com combustíveis fósseis, mas que com esta descoberta poderá impulsionar uma tecnologia "mais competitiva no nível de custos".

O cientista, que prepara seu doutorado em Ciências na Universidade de Melbourne, espera que os novos painéis custem um terço a menos que os que agora se comercializam e que sua invenção esteja no mercado nos próximos cinco anos.

Este descobrimento faz parte dos esforços da comunidade científica para reduzir os custos e o tamanho dos painéis solares e para buscar alternativas de produção de energia.

Source: http://www.energiasrenovaveis.com

Friday, May 27, 2011

Hotel com energias renováveis abre em Oliveira de Azeméis


Em Oliveira de Azeméis abre ao público na próxima semana o hotel rural Vale do Rio, o primeiro do país a funcionar integralmente com energias renováveis, recorrendo para o efeito a uma central hídrica e uma caldeira de biomassa.


Rita Alves, diretora desta unidade de quatro estrelas situada nas margens do Rio Caima, em Palmaz, e garante que “podem existir outros hotéis com preocupações ambientais, mas este é o primeiro desta dimensão a funcionar apenas com energia verde – tem 30 quartos e, recorrendo a várias soluções técnicas, está apto a produzir mais energia do que aquela de que precisa”.

Ocupando uma área de 10.000 metros quadrados – em que, além do hotel com o spa Four Elements, se inclui o edifício da mini hídrica, restaurante, salão de eventos e uma vasta área arborizada –, o empreendimento custou seis milhões de euros e 20 por cento desse investimento foi aplicado em recursos energéticos.

André Alegria é um dos gerentes e revela em que equipamento se materializou a aposta: uma caldeira de biomassa alimentada a pellets e estilha, um “chiller” de absorção, uma hídrica ativada pelo caudal do rio, painéis solares, térmicos e fotovoltaicos e um motor a óleo vegetal.

“Concorremos à certificação energética A++, que é a atribuída a edifícios que, mais do que produzir energia, têm capacidade para vendê-la”, explicou.

Rita Alves garantiu que “todo o hotel foi pensado para vender sossego, não só por esta preocupação ambiental, empenhada na preservação da beleza deste parque, mas também a nível paisagístico, já que todos os quartos, sem exceção, têm vista para o rio”.

O empreendimento deverá ser “bastante procurado pela classe empresarial, porque se situa numa zona sossegada”, mas a diretora do hotel aponta como público-alvo o turista sénior e os grupos familiares, que saberão apreciar a “tranquilidade do local e o potencial da zona em termos de lazer”.

Para Hermínio Loureiro, presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, a exploração do hotel “integra-se na componente turística do projeto de preservação e requalificação das margens do Caima”, que se propõe valorizar 40 hectares de terreno em torno da unidade e transformá-los no Parque Natural Bento Carqueja.

“São bem evidentes as preocupações ambientais do projeto e vamos ter um rio Caima despoluído e atrativo, o que, na área económica, será potenciador de riqueza para o município”, disse.

Com uma suite presidencial e quatro alojamentos comunicantes entre os seus 30 quartos, o edifício principal inclui o spa com piscina interior e exterior, biblioteca e uma área de pequenos-almoços.

As restantes refeições são servidas no HC Restaurante, que, com um bar e um salão de eventos para 180 pessoas, presta homenagem à bicentenária Hídrica do Caima.

Restaurado, o edifício original da hídrica mantém a sua ligação ao canal que atravessa o jardim do hotel e pode apreciar-se em pleno funcionamento na zona contígua ao restaurante, devendo ser transformado num museu de energia vocacionado, sobretudo, para o público escolar.


Fonte: Diário Digital / Lusa

Friday, April 1, 2011

Energia das ondas avança em Peniche

A empresa finlandesa AW Energy vai instalar até Setembro tecnologia de produção de energia a partir das ondas na praia da Almagreira, Peniche, disse o presidente da câmara à Lusa.


"A empresa prevê que até ao final do Verão sejam montadas três máquinas", afirmou António José Correia.

O objectivo dos promotores passa por criar nessa praia um grande parque mundial de energia das ondas e entrar numa fase de exploração comercial do projecto com uma potência instalada entre os 50 e os 100 megawatts (MW). Se avançar para a fase comercial, o investimento ascenderá a 100 milhões de euros e colocará Portugal na linha da frente no segmento da produção mundial desta energia.Com um investimento entre 3 a 4,5 milhões de euros, o projecto-piloto prevê a instalação de dezenas de máquinas que permitirão ter uma potência total instalada de 1 MW, suficiente para produzir até 2 gigawatts (GW)/ano que, por sua vez, serão capazes de "abastecer um aglomerado com cerca de dois mil habitantes".Este equipamento foi testado pela primeira vez a nível mundial na praia da Almagreira em 2007, mas foi retirado da água por problemas técnicos, atrasando a concretização do projecto em cerca de três anos.
 
Fonte: http://www.energiasrenovaveis.com/

Thursday, February 10, 2011

ENERVIDA'11 - Feira e Conferência de Energias Renováveis e Eficiência Energética

A ENERVIDA'11 terá lugar no Pavilhão Multiusos de Viseu, entre os dias 10 e 13 de Fevereiro de 2011.


Contemplando um espaço de exposição - Feira - e, simultaneamente, a Conferência do ENERGYIN e uma série de palestras, workshops, seminários e actividades paralelas, a ENERVIDA'11 será um evento completo, realizado numa das regiões portuguesas mais dinâmicas e que maior desenvolvimento apresenta na área das Energias Renováveis e Eficiência Energética.

A ENERVIDA'11 será um ponto de encontro privilegiado entre os diferentes actores do sector. Organizada pela AIRV - Associação Empresarial da Região de Viseu e pela EXPOVIS - Promoção e Eventos Lda., com o apoio da Câmara Municipal de Viseu, a ENERVIDA pretende tornar-se um evento de referência, contribuindo também para consolidar a posição central da região no panorama energético português.

Este evento assume-se como um dos projectos âncora da estratégia mais abrangente preconizada pela Rede Urbana para a Competitividade e Inovação Viseu
Dão Lafões, com a qual se pretende dotar a Região das necessárias condições de incorporação de factores de inovação no tecido económico, social e institucional, fomentando e atraindo actividades económicas geradoras de riqueza e criadoras de emprego qualificado.

A Rede Urbana, liderada pela Comunidade Intermunicipal da Região Dão Lafões e que conta com um apoio comunitário do Programa MaisCentro, tem na ENERVIDA’11 o seu primeiro momento de visibilidade, constituindo o arranque formal das iniciativas plasmadas no seu plano estratégico.

Fonte: http://www.enervida.org/

Wednesday, December 8, 2010

Energias Renováveis em Portugal - O Desafio.


No final do século XX, o aumento da poluição, o efeito de estufa e a previsível escassez petrolífera levaram a comunidade científica, em primeiro lugar, e depois os governos, a advogarem o uso de energias alternativas.


As energias alternativas, como a solar, a geotérmica, a eólica ou a hídrica, para além de serem ambientalmente favoráreis, são praticamente inesgotáveis. No entanto, os interesses financeiros de alguns grupos económicos, a falta de incentivos para Investigação e Desenvolvimento e a inexistência de tecnologias baratas que permitam a sua utilização em grande escala, levam a que a sua importância no panorama energético internacional seja ainda reduzida.

O problema energético europeu

A nível europeu, dados relativos ao ano 2000 apontam para uma dependência energética externa da UE em contínuo aumento. Actualmente, 50% das necessidades energéticas da UE são supridas por produtos importados, maioritariamente do Médio Oriente e da Rússia, e pensa-se que este número poderá aumentar. Esta fraqueza da UE tem tido consequências económico-financeiras evidentes, por exemplo, aquando do forte aumento dos preços do petróleo, em finais do ano 2000.

Em Portugal, os números não são muito diferentes, com o nosso País muito dependente do exterior para o fornecimento de energia. Assim, as importações líquidas de energia têm vindo a aumentar, de 15 501 000 tep em 1990, para 24 118 091 tep em 2000. Registe-se que, em 2000, a produção doméstica nacional foi de 2 426 909 tep, cerca de 10% do total importado. Adicionalmente, o consumidor português ‘gasta’ cada vez mais energia; assim, se em 1990 um português consumia 1,66 tep de energia primária, em 1999 este valor era de 2,35 tep. Outro dado importante é que o nosso país continua a aumentar a sua intensidade energética (consumo de energia por unidade de PIB), contrariamente ao que acontece nos restantes países UE, o que significa que, em média, por cada unidade de PIB produzida em Portugal, gastamos mais energia que os restantes membros da UE.

Energias renováveis: parte da solução

Dada a inexistência de fontes petrolíferas nacionais ou europeias em larga escala, a dependência energética externa, a forte poluição atmosférica provocada pelo uso massivo de combustíveis petrolíferos e, também, os compromissos assumidos no âmbito do Protocolo de Quioto de diminuição da libertação de gases com efeito de estufa (GEE), uma das soluções para o problema passa, inevitavelmente, pelas energias renováveis (ER). Tal como foi referido, estas têm a vantagem de serem inesgotáveis e pouco agressivas para o meio ambiente.

De entre os inúmeros exemplos de ER, iremos ver com mais atenção a biomassa, em particular a biomassa florestal. Por biomassa adoptamos a definição constante da Directiva 2001/77/EC, de 27 de Setembro de 2001, isto é, “a fracção biodegradável de produtos e resíduos da agricultura (incluindo substâncias vegetais e animais), da floresta e das indústrias conexas, bem como a fracção biodegradável dos resíduos industriais e urbanos.”

Biomassa florestal

A biomassa florestal, usualmente associada aos países em vias de desenvolvimento (PVD), têm vindo a ser crescentemente utilizada nos países desenvolvidos (PV). Enquanto que nos PVD, a biomassa representa 90% da oferta energética, nos países da UE representa apenas 3%, com grandes variações de país para país. Com os apoios europeus às ER, prevê-se que possa atingir os 8,5%.

O cumprimento do Protocolo de Quioto

Caso as metas definidas no Protocolo de Quioto sejam realmente para cumprir, pelos países signatários, as suas escolhas energéticas terão necessariamente que mudar.

No caso português, a meta definida para 2008-2010, de não aumentar a emissão de GEE em mais de 27% relativamente aos valores de 1990, foi ultrapassada em 2000, com 31% de emissões. Na prática, o nosso país já gastou o crédito de emissões e terá agora que fazer um esforço suplementar para reduzi-las em, pelo menos, 4%. Estes objectivos só poderão ser atingidas combatendo os principais responsáveis pela emissão: o sector dos transportes e da oferta de energia.

Como pode a biomassa regular as emissões de CO2 atmosférico?


Contrariamente à energia produzida pelas centrais eléctricas a carvão, na combustão de biocombustíveis a quantidade de CO2 libertada equivale à quantidade retirada do ar durante o crescimento da biomassa nos anos anteriores, motivo pelo qual se considera como neutra para o ambiente a queima de biomassa.

Também a constituição de povoamentos com espécies arbóreas de rápido crescimento e curta rotação, explorados com o fim de produção de energia ou da sequestração de carbono, poderiam contribuir para esta meta. No entanto, levantam-se problemas ecológicos e ambientais a esta prática.

Os usos ancestrais dos resíduos da floresta

As transformações da sociedade portuguesa das últimas décadas, nomeadamente a diminuição da população rural, o abandono de práticas agrícolas e dos campos, levaram à desvalorização económica dos resíduos da floresta, encarados agora como lixo e abandonados na floresta. A lenha que outrora se recolhia nos baldios para o aquecimento e confecção das refeições foi substituída pela electricidade e pelo gás, a cama dos animas feita com matos foi abandonada, os fertilizantes orgânicos substituíram os matos e o estrume e os homens e mulheres que roçavam o mato vieram para a cidade.


A produção de energia eléctrica a partir da biomassa

A presença de matos e de outros resíduos da exploração florestal nas matas e povoamentos nacionais contribuem para o elevado número de incêndios que, anualmente, consomem mais de 100 mil hectares.

A biomassa florestal existente pode ser transformada, pelas diferentes tecnologias de conversão, em energia térmica e eléctrica, trazendo importantes benefícios sociais, económicos e ambientais. Uma contabilização dos resíduos florestais existentes nos povoamentos nacionais aponta para um potencial energético de 44,55 PetaJoule por ano, o equivalente a 1 238 milhões de litros de petróleo.

No nosso País existem duas centrais termoeléctricas que permitem o uso dos resíduos florestais para produção de energia eléctrica. Uma das centrais localiza-se em Mortágua (Central de Mortágua) e a outra em Vila Velha de Ródão (Centroliva, SA). A Centroliva tem menor dimensão, com uma capacidade instalada de 3 MW e um consumo diário de cerca de 120 toneladas de biomassa.


A central de Mortágua representou um investimento de 25 milhões de euros, em 1999. Com este investimento esperava-se a produção de 63 GWh de energia eléctrica, para fornecimento directo à rede eléctrica nacional. Dados relativos ao ano 2001 apontam, no entanto, para uma produção muito aquém da esperada. Espera-se para breve um relatório do "Grupo de trabalho sobre biomassa florestal" do INETI sobre a actividade da central, para se perceberem as fragilidades do projecto, de forma a corrigir futuros investimentos.

Condicionantes ao uso da biomassa florestal

1. Um dos problemas na difusão e maior aproveitamento dos resíduos florestais é a sua baixa densidade que, ao encarecer o transporte, implica que o mesmo só se faça de forma rentável para pequenas distâncias. Terão que ser equacionadas práticas de compactação ou estilhaçamento no local de recolha do material vegetal, de modo a rentabilizar economicamente o transporte e evitar um acréscimo da circulação rodoviário;

2. Grande parte dos produtores de resíduos florestais não se encontra sensibilizada para a sua utilização energética; será necessária uma maior divulgação e incentivos para fomentar esta prática;

3. É importante aumentar a divulgação da reutilização de resíduos madeireiros em processos fabris;

4. O aproveitamento da biomassa florestal requer cuidados especiais, de modo a que a vegetação que permaneça no local consiga assegurar a protecção dos solos e a manutenção dos habitats;

5. Falta de um levantamento nacional para identificação do potencial de utilização de biomassa, o que condiciona possíveis investimentos financeiros nesta matéria.

O desafio português

A problemática energia/ambiente e as orientações legislativas da UE levaram o governo português a publicar, em Setembro de 2001, o programa E4 “Eficiência Energética e Energias Endógenas”. Este Programa envolve um conjunto de medidas com o objectivo de, pela promoção da eficiência energética e da valorização das energias endógenas, contribuir para a melhoria da competitividade da economia nacional e para a modernização da sociedade portuguesa, salvaguardando simultaneamente a qualidade de vida das gerações vindouras, pela redução de emissões atmosféricas. Uma das medidas mais ambiciosas do E4 é a meta imposta de, num horizonte de 10 a 15 anos, 39% da energia eléctrica nacional ser assegurada por energias renováveis. Relativamente à biomassa, espera-se que os investimentos, até 2010, atinjam os 160 milhões de euros. Outras medidas importantes são a promoção das fontes de energia emergentes, como a biomassa, os incentivos fiscais à utilização de energias endógenas e os apoios financeiros, via Programa Operacional da Economia.

Fontes:
www.naturlink.sapo.pt
http://www.energiasrenovaveis.com/

Friday, November 26, 2010

Green Touchscreen - Pronto a usar!

O Green Touchscreen é uma ferramenta online com o objectivo de medir a sustentabilidade e eficiência energética dos edifícios.

Esta ferramenta permite ver em tempo real o consumo de energia, visualizar a pegada de carbono, descobrir de forma interactiva a performance do edifício e aprender alguns factos sobre como ser mais sustentável e poupar mais energia.


A análise de dados que a ferramenta disponibiliza pode ser adequada conforme as necessidades de cada tipo de edifício ou para os mais variados fins: académicos, comerciais, habitação ou hospitalares.

Fonte: http://www.lxsustentavel.com/

Friday, November 12, 2010

Expobioenergia’10


A Expobioenergia’10, a 5ª edição da feira internacional especializada em bioenergia, é um dos eventos mais importantes a nível internacional e terá lugar em Valladolid, de 27 a 29 de Outubro de 2010.


O sucesso alcançado em nas últimas edição transformou a Expobioenergia num ponto de encontro único no sector da bioenergia e num referencial a nível internacional.

A Expobioenergía’10 consolidou-se já como um encontro iniludível e oferece aos expositores e aos visitantes:

-Um elevado grau de especialização

-Um carácter eminentemente prático

-Uma ‘feira de máquinas em funcionamento’ afastada da convencional ‘feira de catálogos’

-Oportunidades de negócio

-Abertura ao mercado internacional

-Tratamento personalizado

Marque na sua agenda e se puder, vá, o planeta agradece.


Fonte: http://www.expobioenergia.com

Thursday, November 11, 2010

Novo livro sobre as Energias Renováveis


O Atelier Nunes e Pã editou e produziu um novo livro sobre as Energias Renováveis, projecto já galardoado pelo REDDOT DESIGN AWARD 2010.


O livro é uma publicação que pretende responder às mais diversas questões sobre todas as áreas das Energias Renováveis, com uma linguagem clara e concisa, usando imagens, infografia, esquemas e gráficos no complemento da informação.

Esta publicação foi pensada essencialmente para o público Português, mas encontra-se também traduzida para inglês. O livro foi desenvolvido em parceria com as mais diversas personalidades, de instituições públicas e privadas que mais se destacam na área das Energias Renováveis em Portugal, nas mais de 300 páginas que compõem o livro.

Mais informação em:
Atelier Nunes e Pã

Monday, October 25, 2010

Recursos naturais em declínio alarmante


Relatório Planeta Vivo da organização ambientalista WWF mostra que a procura de recursos naturais está 50% acima do que a Terra pode oferecer.

O Relatório Planeta Vivo 2010 da organização ambientalista World Wild Fund (WWF), revela que as populações de espécies tropicais e os recursos naturais em geral estão decair a um ritmo alarmante.


O documento, apresentado esta semana em Portugal e em todo o mundo, sublinha que "a procura humana de recursos naturais está a atingir níveis nunca antes vistos", rondando os 50% acima do que a Terra pode oferecer.

A World Wild Fund utiliza o Índice Global Planeta Vivo para avaliar o estado de conservação de oito mil populações de mais de 2500 espécies e revela que este índice caiu 30% desde 1970 em termos globais, mas nas espécies tropicais essa queda foi de 60% e nas espécies tropicais de água doce atingiu os 70%.

As principais causas da perda de biodiversidade na Terra ficaram a dever-se à destruição dos habitats, sobre-exploração das espécies, poluição, espécies invasoras e alterações climáticas.

Pressão sobre os recursos naturais duplicou

A pressão sobre os recursos naturais duplicou desde 1966 e os seres humanos estão neste momento a usar o equivalente a 1,5 planetas para suportar as suas atividades, prevendo-se que em 2030 a Humanidade precise de dois planetas para esse efeito, se nada se alterar no seu modo de vida.

"Se este ritmo de consumo continuar, caminharemos para um ponto de não retorno", afirma Jim Leape, diretor-geral da WWF, esclarecendo que "seriam necessários 4,5 planetas para suportar a vida da população global", se esta tivesse um nível de consumo semelhante à União Europeia ou aos Estados Unidos.

O relatório conclui que as emissões de carbono são a principal causa "da tendência do planeta para um eventual colapso ecológico", explicando que a pegada de carbono aumentou 11 vezes nos últimos 50 anos e as emissões de carbono representam metade da pegada ecológica global.

Portugal com quase o dobro da pegada ecológica mundial

Portugal está com uma pegada ecológica de 4,5 hectares por habitante, quando a pegada mundial é de apenas 2,7 hectares. Se toda a Terra tivesse um estilo de vida semelhante ao nosso, a população mundial precisaria de 2,5 planetas para viver.

Os 31 países da OCDE, organização das economias mais ricas do mundo a que Portugal pertence, representam quase 40% da pegada global. No nosso país, estão ameaçadas 69% das espécies de peixes, 38% das aves, 32% dos répteis, 26% dos mamíferos e 19% dos anfíbios.

Os dez países com maior pegada ecológica por habitante são os Emirados Árabes Unidos, Qatar, Dinamarca, Bélgica, EUA, Estónia, Canadá, Austrália, Kuwait e Irlanda. "Os países que mantêm altos níveis de dependência dos recursos naturais estão a colocar as suas próprias economias em risco", alerta Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprin Network, , que colaborou no relatório do World Wild Fund.

O mesmo responsável prevê que "os países capazes de oferecer maior qualidade de vida baseada numa menor pressão ecológica, serão líderes num mundo de contenção de recursos".

Estragos no ambiente: 11% do PIB global

Entretanto, um estudo recente promovido pela ONU concluiu que os estragos provocados no ambiente devido à atividade humana em 2008 representaram um prejuízo de cinco biliões de euros, isto é, o equivalente a 11% do PIB (riqueza produzida) a nível mundial.

Este valor é 20% superior à quebra do valor dos fundos de pensões nos países desenvolvidos provocada pela crise financeira de 2007/2008 e o estudo calcula que as 3.000 maiores empresas do mundo foram responsáveis por um terço desses estragos.

Fonte: www.expresso.pt

Wednesday, October 20, 2010

Conferência Novas Energias, Melhor Economia no Técnico


Irá realizar-se no próximo dia 21 de Outubro, pelas 14h30, no Salão Nobre do IST, a Conferência "Novas Energias. Melhor Economia" organizada pelo Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento.


Na Conferência estará presente o Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, José Vieira da Silva, assim como o Presidente Executivo da Agência Internacional de Energia, Nobuo Tanaka.

Local: Salão Nobre, Instituto Superior Técnico – Campus Alameda

Hora: 14:30
Contacto: GCRP

Fonte: www.ist.utl.pt

Tuesday, October 12, 2010

Experiência de Portugal nas renováveis deve ser aproveitada pelo Reino Unido


Esta ideia foi defendida pela jornalista Syma Tariq num artigo publicado hoje no "The Guardian".


"Claro que a indústria energética em Portugal beneficia de um clima favorável. Mas mesmo que o tempo esteja mau durante a maior parte do ano, o Reino Unido também tem condições favoráveis. Tem dez vezes mais costa do que Portugal e beneficia de muito vento durante todo o ano", escreve Syma Tariq.

Assim, se "Portugal pode aumentar a dependência de electricidade verde de 17% para 45% em apenas cinco anos, os nossos líderes têm poucas desculpas para os nossos meros 3%".

A jornalista reconhece que as "energias renováveis são caras" mas acrescenta que "à medida que os custos com o investimento diminuem, e dado que as energias verdes têm poucos custos de manutenção, os preços deverão estabilizar ou até cair".

Syma Tariq defende que o Reino Unido devia aprender com a experiência portuguesa e destaca as medidas tomadas pelo governo português para incentivar o investimento em energias verdes.


"Há dez anos as linhas de transmissão eram detidas por empresas privadas que não tinham interesse em investir em energias renováveis devido aos custos envolvidos. Para contornar esta situação, o governo comprou estas linhas e começou a adaptar a rede, incluindo maior flexibilidade e melhores ligações em áreas remotas que permitem a produção e distribuição de energia a partir de pequenos geradores, como painéis solares domésticos. O governo concedeu ainda uma boa combinação de incentivos", destaca a jornalista.

Syma Tariq alerta que devido à queda da produção no Mar do Norte e ao aumento dos custos do uso do carvão, o Reino Unido pode tornar-se o maior importador de petróleo e gás em 2015. "Já Portugal que não tem combustíveis fósseis próprios, está a aproveitar os seus recursos naturais para produzir a sua própria energia limpa, segura e controlada internamente", destaca Tariq.

Fonte: Jornal de Negócios

Enel prepara IPO da unidade de energias renováveis para Novembro

A Enel Green Power, unidade de energias renováveis da italiana Enel SpA, começou esta segunda-feira a preparar o mercado para a oferta pública inicial (IPO) agendada para o final deste ano.


A operação poderá resultar num encaixe de três mil milhões de euros, o que tornará este o maior IPO dos últimos três anos na Europa.

Segundo um e-mail enviado a potenciais investidores no negócio, citado pela agência Dow Jones, o preço da operação será definido a 18 de Outubro, altura em que executivos da Enel Green Power começam a reunir-se com investidores. A operação pode acontecer cerca de um mês depois, em Novembro.

A Enel deverá dispersar em bolsa cerca de 30% do capital da unidade de energias alternativas, no âmbito de um plano de amortização de dívida. A italiana é a “utility” mais endividada da Europa, depois de ter embarcado numa vaga de aquisições nos últimos anos, que incluíram a espanhola Endesa.

A dívida líquida da empresa ascendia aos 53,89 mil milhões de euros no final de Junho, um montante que a Enel pretende reduzir para 45 mil milhões de euros.

Os analistas estimam que a Enel Green Power vale nove mil milhões de euros, o que leva a crer que os 30% sejam vendidos por cerca de três mil milhões de euros.

Fonte: Jornal de Negócios

Wednesday, September 8, 2010

EDP dá 850 mil lâmpadas de baixo consumo


A EDP vai lançar uma campanha de troca de lâmpadas incadescentes por lâmpadas economizadoras nos super e hipermercados da Sonae.

A EDP, em parceria com a Sonae, está a promover desde o passado sábado uma campanha de troca de lâmpadas incadescentes por lâmpadas economizadoras.


A campanha decorre de 4 de Setembro a 4 de Outubro nos supermercados e hipermercados Modelo e Continente e ainda nas lojas da EDP. por cada lâmpada incadescente a EDP dá duas eficientes.

As lâmpadas economizadoras gastam, segundo a EDP, cinco vezes menos do que as lâmpadas incandescentes e duram, em média oito vezes mais.

Fonte: www.expresso.pt

Sunday, August 29, 2010

Mais de 92 por cento dos parques eólicos propostos foram aprovados nos últimos cinco anos em Portugal

Portugal é um caso de sucesso a aproveitar a energia Eólica

O Ministério do Ambiente aprovou, nos últimos cinco anos, a quase totalidade dos projectos apresentados por empresas para construção de parques eólicos em Portugal, o que se traduzirá em 2409 megawatts de potência produzida através de energia renovável.

“Nos últimos cinco anos o Ministério do Ambiente aprovou mais de 92 por cento [92,39 por cento] dos parques eólicos que foram objecto de Avaliação de Impacte Ambiental”, declarou a ministra Dulce Pássaro esta segunda-feira, dia em que foi emitida a Declaração de Impacte Ambiental para o parque eólico do Guardão, em Tondela.


Dulce Pássaro sublinhou que “o sector das eólicas é uma aposta que veio para ficar”, não só pelos seus benefícios ambientais, mas também como contributo para “a economia nacional, que neste momento está a exportar energia, bem como aerogeradores e torres produzidos em Portugal”.

Só este ano, foram aprovados nove parques eólicos, mas o maior impulso foi dado entre 2007 e 2008, com a aprovação de 17 e 18 parques eólicos, respectivamente.

“Portugal vai continuar a apostar nas energias renováveis como forma de continuar a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e os gastos com a importação de petróleo”, garantiu a Ministra.

Tuesday, August 10, 2010

A Energia "Verde" em Ascensão



Por Clive Thompson*


Algumas fontes alternativas já são mais baratas do que o petróleo ou o carvão, e muitas empresas começam a pensar nelas.

Nova York.- Os Estados Unidos sofrem uma nova crise energética. Os preços da energia subiram vertiginosamente e contínuos apagões afetaram seriamente Estados com alta tecnologia, como a Califórnia. Os negócios estão enfrentando efeitos negativos e, quando a luz acabar, como funcionarão os novos e sensíveis computadores com muitos gigahertz de potência? Para a Casa Branca, existe somente uma solução: perfurar muitos poços para conseguir mais petróleo. O vice-presidente Dick Cheney (um ex-petroleiro) disse que a meta nacional seria a produção de uma nova geradora de eletricidade por semana nos próximos 20 anos. Isso significaria perfurar em territórios ambientalmente sensíveis perto de Yukón (no Alasca) e afrouxar as limitações existentes por motivos ambientais.

Para Cheney, tudo isso de conservação dos recursos naturais, das fontes alternativas, da energia “verde” sustentável e da defesa das florestas e do meio ambiente não passa de charlatanismo “hippie”. Acontece que Cheney está completamente enganado. As fontes de energia alternativas deram passos de sete léguas nos últimos anos. Graças aos novos progressos, alguns tipos de energia “verde” são tão ou mais baratos do que a gerada pelo petróleo ou pelo carvão, e muitas empresas já estão começando a adotá-los.

É verdade que a energia “verde” ainda é uma pequena fatia no total do fornecimento de energia, mas os especialistas esperam que cresça rapidamente. Vejamos, então, o estado atual em alguns poucos setores da energia alternativa: A eletricidade gerada pelo vento é quase que resplandescentemente limpa, o preço baixou cerca de 80% nos últimos 20 anos e as companhias de turbinas de vento da Dinamarca - as primeiras do mundo - começaram a dar passos gigantescos em relação à qualidade. É relativamente barata: a energia eólica custa apenas 5,8 centavos de dólar por kilowatt/hora, preço que a coloca lado a lado com a eletricidade gerada com gás natural. Uma única objeção: para obter esse tipo de eletricidade de baixo custo são necessários ventos que soprem continuamente em uma única direção, como costuma acontecer nas grandes planícies, mas não em outras áreas.

Outro exemplo de energia "verde" é a microturbina. As grandes usinas geradoras de eletricidade tradicionais, que fornecem energia para uma grande área, não são muito eficientes. Uma parte da eletricidade é desperdiçada quando é enviada a longas distâncias. Nas geradoras de eletricidade norte-americanas, apenas um terço, em média, da energia gerada por meio de carvão ou de petróleo chega aos consumidores na forma de eletricidade.

Qual a solução? Por exemplo, gerar a própria eletricidade, já que aumenta a eficiência e a confiablidade, além de representar uma economia. As grandes companhias fazem isso há anos, já que possuem suas próprias geradoras de eletricidade. Atualmente, estabelecimentos comerciais de médio porte estão fazendo o mesmo. Compram microturbinas que geram algumas centenas de kilowatts, ou menos, mas que são suficientes para uma única empresa. A maior economia é obtida quando também se usa a microturbina na calefação de escritórios, o que pode fazer com que a eficiência aumente até assombrosos 80%.

A tecnologia de célula eletrógena é outra alternativa. As células são acionadas por hidrógeno, que se decompõe para produzir eletricidade e água, seus únicos subprodutos. São superlimpas, muito silenciosas e quase não apresentam dificuldades para ser usada (o que é um problema nos geradores a diesel). É por isso que a indústria automobilística dos Estados Unidos investiu cerca de US$ 2 bilhões no desenvolvimento de sistemas de células eletrógenas para carros, sendo que quase a metade está a cargo da Ballard Systems Inc., a principal empresa dessa área.

Por fim, há a eletricidade produzida pela energia solar, que ainda não é tão barata como, por exemplo, a energia eólica, mas os preços estão baixando na razão de 5% ao ano. Os atuais sistemas fotovoltáicos produzem eletricidade a cerca de 7,9 centavos de dólar por killowatt/hora, uma vez que se amortiza o custo do equipamento, segundo estudo feito em 1996 pela Californian Energy Commission.

Essas novas tecnologias são apenas a ponta do iceberg. Existem muitas mais, como o combustível produzido por biomassa, as usinas que produzem gás metano utilizando lixo, ou a energia geotérmica, que utiliza o calor da terra para aquecer a água. De fato, uma das pessoas que está usando a energia geotérmica é nada menos do que Dick Cheney. Há alguns meses, os meios de comunicação descobriram que o vice-presidente norte-americano está usando a tecnologia geotérmica para esquentar a água em sua casa de Washington, já que ela ajuda a conservar a energia e reduzir o gasto de eletricidade. Talvez, Cheney saiba algo que não esteja nos dizendo. (Copyright IPS)

(*) O autor é comentarista de temas tecnológicos e políticos da National Public Radio do Canadá e da Canadian Broadcasting Corporation.