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Monday, January 2, 2012

Poderão o sol e o vento ser a maior fonte de energia do mundo?

A pesquisa e o desenvolvimento contínuo de uma energia alternativa poderão levar em breve a uma nova era na história do Homem, em que duas fontes renováveis que são o sol e o vento poderão tornar-se os maiores fornecedores de energia na terra. Estas foram as palavras de um laureado com um Nobel durante o Simpósio Especial do 240º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química.


Walter Kohn, doutorado (Universidade de Califórnia, Santa Barbara), que em 1998 partilhou o Prémio Nobel de Química, fez notar que a produção total de petróleo e gás natural, que hoje corresponde a cerca de 60% do consumo global de energia, deverá alcançar o seu pico daqui a 10 a 30 anos, seguido de uma queda vertiginosa.

"Estas tendências geraram dois desafios globais sem precedentes ", afirmou. "Um destes é a ameaça de uma falha global de energia aceitável. O outro é o perigo de aquecimento global, inaceitável e iminente, assim como as suas consequências."

Kohn referiu que tais desafios necessitam de uma variedade de respostas. "A mais óbvia será continuar o progresso científico e técnico para o fornecimento de energias alternativas em quantidade e a preços baixos, que sejam seguras, limpas e sem carbono”.

Constatou ainda que os desafios são de natureza global e como tal, o trabalho técnico e científico deverá beneficiar da máxima cooperação a nível internacional, o que felizmente está a começar a acontecer.

Na última década, a produção global de energia fotovoltaica aumentou por um factor de cerca de 90 e a energia eólica por um factor de cerca de 10. Estima que estas duas energias, na verdade infindáveis, terão um aumento robusto na próxima década e no futuro, levando a uma nova era, a era SOL/VENTO na história do Homem, em que a energia solar e eólica se tornarão nas fontes de energia principais no nosso planeta.

Kohn referiu que um outro assunto de importância, cuja incumbência cairá principalmente nos países desenvolvidos, cujas populações estão mais ou menos niveladas, é a redução do consumo de energia per capita.

"Um exemplo flagrante é o consumo per capita de gasolina nos EUA, que é cerca de 5 vezes mais elevado do que a média global” afirmou. "É compreensível que os países menos desenvolvidos queiram aumentar o nível de vida até níveis semelhantes aos dos países desenvolvidos, mas em troca devem estabilizar as suas populações em crescimento."

Kohn fez notar que estava impressionado com os alunos no seu campus que tinham utilizados os seus fundos colectivos para alimentar um edifício desportivo totalmente a energia solar. Comentou que "quando toca em mostrar dinamismo dos jovens na área da conservação de energia e eficiência energética e aquecimento global, eles são fantásticos. Este é um grande compromisso social para os tempos em que vivemos."

Fonte: www.eneop.pt

Sunday, December 4, 2011

Cientistas desvendam profecia maia do “fim do mundo em 2012”


Arqueólogos de diversos países reuniram-se no Estado de Chiapas, uma área com muitas ruínas maias no sul do México, para discutir a teoria apocalíptica de que essa antiga civilização previra o fim do mundo em 2012.


A teoria, amplamente conhecida no país e contada aos visitantes tanto no México como na Guatemala, Belize e outras áreas onde os maias também se estabeleceram, teve sua origem no monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero e num ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos centros cerimoniais em Tabasco, no sudeste do país.

O monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero faz alusão a um evento místico que ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012, durante o solstício do inverno, quando Bahlam Ajaw, um antigo governante do lugar, se encontra com Bolon Yokte´, um dos deuses que, na mitologia maia, participaram do início da era atual. Até então, as mensagens gravadas em "estelas" (monumentos líticos, feitos num único bloco de pedra, contendo inscrições sobre a história e a mitologia maias) eram interpretadas como uma profecia maia sobre o fim do mundo.

Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data de dezembro do ano que vem os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokte´. "(Os maias) nunca disseram que iria haver uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012", afirmou o investigador Rodrigo Liendo, do Instituto de Investigações Antropológicas da Universidade Autônoma do México (Unam). "Essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias."

Durante o encontro realizado em Palenque, que abriga uma das mais impressionantes ruínas maias de toda a região, o investigador Sven Gronemeyer, da Universidade Australiana de Trobe, e a sua colega Bárbara Macleod fizeram uma nova interpretação do 6º monumento de Tortuguero. Para eles, os hieróglifos inscritos na estela referem-se à culminação dos 13 baktunes, os ciclos com que os maias mediam o tempo. Cada um deles era composto por 400 anos. "A medição do tempo dos maias era muito completa", explica Gronemeyer. "Eles faziam referência a eventos no futuro e no passado, e há datas que são projetadas para centenas, milhares de anos no futuro", afirma.

A céptica explicação científica e histórica vai de encontro à crença popular no México, um país onde há quem procure adquirir os conhecimentos necessários para sobreviver com o seu próprio cultivo de alimentos no caso de uma catástrofe mundial. Muitos dos que vivem fora procuram regressar ao país porque sentem que precisam de estar em casa em 2012, e há empresas que oferecem espaço em bunkeres subterrâneos, com todas as comodidades.

Afinal, o possível fim do mundo também é negócio. O próprio governo mexicano lançou uma campanha para promover o turismo no sudeste do país, onde estão localizados os sítios arqueológicos maias.


Fonte: www.naturlink.sapo.pt

Tuesday, July 12, 2011

Pesquisa viabilizaria painéis solares maiores e mais baratos


Cientistas australianos criaram células fotoelétricas tão pequenas que podem ser misturadas na tinta, de modo que poderão ser usadas para construir painéis solares coloridos a um custo mais acessível e em uma tamanho maior que o tradicional, informou nesta quinta-feira a emissora ABC.


O pesquisador Brandon McDonald, da Universidade de Melbourne, com a ajuda da Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO), explicou que a mistura "pode ser aplicada em uma superfície como vidro, plástico e metais" e dessa forma "se integra no edifício".

"Portanto agora é possível imaginar janelas solares ou sua integração dentro dos materiais do telhado", apontou o cientista. Este sistema necessita só de 1% dos materiais que se utilizam normalmente para fabricar os painéis solares tradicionais.

McDonald indicou que atualmente a energia solar é mais cara que a produzida com combustíveis fósseis, mas que com esta descoberta poderá impulsionar uma tecnologia "mais competitiva no nível de custos".

O cientista, que prepara seu doutorado em Ciências na Universidade de Melbourne, espera que os novos painéis custem um terço a menos que os que agora se comercializam e que sua invenção esteja no mercado nos próximos cinco anos.

Este descobrimento faz parte dos esforços da comunidade científica para reduzir os custos e o tamanho dos painéis solares e para buscar alternativas de produção de energia.

Source: http://www.energiasrenovaveis.com