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Friday, July 15, 2011

Fuzileiros participam na prevenção de incêndios florestais

A Marinha, através do Corpo de Fuzileiros, está a participar este ano na prevenção de incêndios florestais através do patrulhamento e vigilância do Parque Natural da Serra da Arrábida e das matas da Machada e dos Medos, em Setúbal.


De acordo com a Marinha, cerca de 100 fuzileiros já estão a colaborar na prevenção dos fogos florestais, numa acção que se vai prolongar até 30 de Setembro. O período compreendido entre 1 de Julho e 30 de Setembro, corresponde à época do ano em que o risco de incêndio é mais elevado e durante o qual os meios de combate elevam os níveis de prontidão e serão activados progressivamente de acordo com a avaliação diária do perigo e do risco.

Para desempenho desta missão, os fuzileiros vão actuar em três escalões de prontidão, sendo o primeiro, constituído por uma equipa de seis militares que assumirá uma prontidão de uma hora, enquanto o segundo terá uma prontidão de doze horas e é constituído por 30 militares, duas viaturas UNIMOG e uma viatura ligeira. O terceiro escalão assumirá uma prontidão de 24 horas e é constituído por 65 militares e contará com uma ambulância e outros meios motorizados. As equipas estão dotadas de diverso equipamento de vigilância diurna e nocturna, máquinas fotográficas e meios de comunicação.

Estar ao serviço das populações e contribuir para a conservação de uma das mais importantes reservas naturais do País, onde se encontram espécies únicas no mundo, prevenindo calamidades como os fogos florestais, são actividades a que a Marinha atribui grande importância, enquadrando-se nas missões de interesse público atribuídas.

Fontes: http://www.marinha.pt/, http://naturlink.sapo.pt/

Saturday, September 4, 2010

150 mil cabras vão ajudar a combater incêndios


A partir do próximo ano, a prevenção de incêndios florestais vai ter um novo aliado: o gado caprino.


Trata-se de um projecto levado a cabo pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Douro-Duero para ser implementado nos distritos de Bragança e Guarda, do lado português e nas províncias de Zamora e Salamanca, do lado espanhol.

Chama-se “Self-Prevention” e consiste em introduzir 150 mil cabeças de gado caprino nesta região para que actuem como “limpadores naturais” dos campos agrícolas abandonados e dos montes, deixando livres de vegetação zonas de potencial perigo de incêndio.

“Pretendem que sejam 150 mil que vão pastorear nesta região. O gado caprino vai aonde o homem não chega e limpam tudo por onde passam”, explica Jorge Gomes, o governador civil de Bragança, que apoia o projecto. O governador salienta a importância desta iniciativa para a prevenção dos fogos florestais.

“Para além da vertente de prevenção dos incêndios, está em causa um projecto de grande dimensão, de desenvolvimento económico, de combate à desertificação, que vai criar riqueza, postos de trabalho e novas infraestruturas industriais.”

Está prevista a criação de uma empresa que ficará responsável pela distribuição dos efectivos caprinos e pela criação de equipamentos que sustentem a rentabilidade económica do projecto.

É o caso de 12 queijarias, 15 lojas de comercialização de produtos e dois matadouros.

Serviços que vão criar 558 postos de trabalho.

“Na criação dos cabritos, nas queijarias, nas lojas de apoio, enfim. São em infraestruturas que têm de ser edificadas nos quatro distritos.”

O projecto vai começar a ser implementado no próximo ano e está orçado em 48 milhões de euros.

Fonte: http://www.brigantia.pt/

Wednesday, September 1, 2010

Incêndios equivalem a mais 50.000 carros na estrada



Os incêndios deste Verão, que já provocaram a perda de mais de 95.000 hectares, levaram a uma diminuição importante de capacidade de sequestro de dióxido de carbono da floresta nacional, que a empresa OFF7 estima em mais de 100.000 toneladas por ano, o mesmo montante emitido por aproximadamente 50.000 veículos ligeiros em igual período. A área florestal portuguesa tem um papel importante no cumprimento dos objectivos do Protocolo de Quioto, uma vez que as árvores sequestram, ou retiram da atmosfera, dióxido de carbono da atmosfera ao longa da sua vida útil.


Catarina Veiga, responsável pela quantificação de emissões na OFF7, refere que "a perda de capacidade anual de sequestro representa mais do dobro das emissões directas provocadas pela queima das árvores" (que, segundo dados do Instituto Meteorológico, são de cerca de 50.000 toneladas de CO2). A responsável refere ainda que "a reposição desta capacidade de sequestro pode demorar décadas, uma vez que mesmo que a reflorestação seja imediata as árvores precisam de largos anos até atingirem a sua capacidade plena de absorção de CO2".

Os objectivos traçados por Portugal para o Protocolo de Quioto levam em consideração alguma perda de capacidade de sequestro provocada pelos incêndios florestais, mas anos particularmente maus como o actual ou como 2003 e 2005 (em que arderam, respectivamente, mais de 135.000 e 125.000 hectares de floresta) ficam de fora, dificultando o cumprimento dos objectivos definidos.


Sobre a off7

A off7 é uma empresa nacional, criada com o objectivo de contribuir para que Portugal caminhe rapidamente para uma economia de baixo carbono. Pretende mostrar que reduzir emissões de carbono é, mais que uma necessidade, uma oportunidade para reduzir custos energéticos, desenvolver tecnologia inovadora e comunicar uma imagem mais verde ao mercado. Foi recentemente considerada pela Carbon Catalog como uma das 10 melhores empresas do mundo nesta área.

Mais informações em http://www.off7.pt/