A pesquisa e o desenvolvimento contínuo de uma energia alternativa poderão levar em breve a uma nova era na história do Homem, em que duas fontes renováveis que são o sol e o vento poderão tornar-se os maiores fornecedores de energia na terra. Estas foram as palavras de um laureado com um Nobel durante o Simpósio Especial do 240º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química.
Walter Kohn, doutorado (Universidade de Califórnia, Santa Barbara), que em 1998 partilhou o Prémio Nobel de Química, fez notar que a produção total de petróleo e gás natural, que hoje corresponde a cerca de 60% do consumo global de energia, deverá alcançar o seu pico daqui a 10 a 30 anos, seguido de uma queda vertiginosa.
"Estas tendências geraram dois desafios globais sem precedentes ", afirmou. "Um destes é a ameaça de uma falha global de energia aceitável. O outro é o perigo de aquecimento global, inaceitável e iminente, assim como as suas consequências."
Kohn referiu que tais desafios necessitam de uma variedade de respostas. "A mais óbvia será continuar o progresso científico e técnico para o fornecimento de energias alternativas em quantidade e a preços baixos, que sejam seguras, limpas e sem carbono”.
Constatou ainda que os desafios são de natureza global e como tal, o trabalho técnico e científico deverá beneficiar da máxima cooperação a nível internacional, o que felizmente está a começar a acontecer.
Na última década, a produção global de energia fotovoltaica aumentou por um factor de cerca de 90 e a energia eólica por um factor de cerca de 10. Estima que estas duas energias, na verdade infindáveis, terão um aumento robusto na próxima década e no futuro, levando a uma nova era, a era SOL/VENTO na história do Homem, em que a energia solar e eólica se tornarão nas fontes de energia principais no nosso planeta.
Kohn referiu que um outro assunto de importância, cuja incumbência cairá principalmente nos países desenvolvidos, cujas populações estão mais ou menos niveladas, é a redução do consumo de energia per capita.
"Um exemplo flagrante é o consumo per capita de gasolina nos EUA, que é cerca de 5 vezes mais elevado do que a média global” afirmou. "É compreensível que os países menos desenvolvidos queiram aumentar o nível de vida até níveis semelhantes aos dos países desenvolvidos, mas em troca devem estabilizar as suas populações em crescimento."
Kohn fez notar que estava impressionado com os alunos no seu campus que tinham utilizados os seus fundos colectivos para alimentar um edifício desportivo totalmente a energia solar. Comentou que "quando toca em mostrar dinamismo dos jovens na área da conservação de energia e eficiência energética e aquecimento global, eles são fantásticos. Este é um grande compromisso social para os tempos em que vivemos."
Fonte: www.eneop.pt
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Monday, January 2, 2012
Wednesday, September 1, 2010
Incêndios equivalem a mais 50.000 carros na estrada
Os incêndios deste Verão, que já provocaram a perda de mais de 95.000 hectares, levaram a uma diminuição importante de capacidade de sequestro de dióxido de carbono da floresta nacional, que a empresa OFF7 estima em mais de 100.000 toneladas por ano, o mesmo montante emitido por aproximadamente 50.000 veículos ligeiros em igual período. A área florestal portuguesa tem um papel importante no cumprimento dos objectivos do Protocolo de Quioto, uma vez que as árvores sequestram, ou retiram da atmosfera, dióxido de carbono da atmosfera ao longa da sua vida útil.
Catarina Veiga, responsável pela quantificação de emissões na OFF7, refere que "a perda de capacidade anual de sequestro representa mais do dobro das emissões directas provocadas pela queima das árvores" (que, segundo dados do Instituto Meteorológico, são de cerca de 50.000 toneladas de CO2). A responsável refere ainda que "a reposição desta capacidade de sequestro pode demorar décadas, uma vez que mesmo que a reflorestação seja imediata as árvores precisam de largos anos até atingirem a sua capacidade plena de absorção de CO2".
Os objectivos traçados por Portugal para o Protocolo de Quioto levam em consideração alguma perda de capacidade de sequestro provocada pelos incêndios florestais, mas anos particularmente maus como o actual ou como 2003 e 2005 (em que arderam, respectivamente, mais de 135.000 e 125.000 hectares de floresta) ficam de fora, dificultando o cumprimento dos objectivos definidos.
Sobre a off7
A off7 é uma empresa nacional, criada com o objectivo de contribuir para que Portugal caminhe rapidamente para uma economia de baixo carbono. Pretende mostrar que reduzir emissões de carbono é, mais que uma necessidade, uma oportunidade para reduzir custos energéticos, desenvolver tecnologia inovadora e comunicar uma imagem mais verde ao mercado. Foi recentemente considerada pela Carbon Catalog como uma das 10 melhores empresas do mundo nesta área.
Mais informações em http://www.off7.pt/
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